sexta-feira, 7 de julho de 2017

A Guerra Dos Consoles


O post a seguir é uma breve resenha do livro somada a minha argumentação pessoal. Portanto nem tudo que o post cita se refere ao livro, sem perder, obviamente, a intenção de resenha e divulgação da obra.


A Atari entrou em uma mata fechada com uma foice na mão e teve que praticamente sozinha abrir um caminho na marra e mostrar as pessoas em geral o que era aquele “brinquedo” estranho que podia ser ligado em uma TV e que a empresa chamava de “videogame”. As pessoas conheciam videogames superficialmente até 1977.

O Pong fez um enorme sucesso comercial mas não chegou a criar uma cultura, uma febre dos videogames que pudesse ser reconhecido pela dona de casa ou pelo balconista do mercadinho. O Odyssey, por outro lado, vendeu pouco em relação ao mercado potencial e os arcades eram coisas alheias do cidadão comum norte americano, que chega em casa, pega uma cerveja e senta no sofá para ver os jogos de baseball. E eu falo de uma época em que o Atari 2600 estava chegando nos lares americanos em 1977

O videocassete é de 1975, caríssimo, só ficou mais acessível em 1976. Enfim, era tudo novidade. A TV, na cabeça das pessoas, era uma caixa para receber imagens da emissora. Só isso! E o conceito de usar cartuchos separadamente, para ter jogos separadamente, era tão recente quanto as fitas de VHS para ver filmes. Esse jeito de consumir vídeo e videogames como era consumida a música, foi uma das grandes mudanças da época. protagonizada pela Atari e o sistema VHS. Cada um na sua área.

A Nintendo fez algo parecido. Após a crise dos videogames em 1983/84, que deixou revendedores de brinquedos, eletrônicos e grandes varejistas com medo e descrentes deste mercado, devido ao recente fracasso estrondoso da Atari e seus associados. A Nintendo pouco tempo depois se apresentou sozinha tentando vender algo que ninguém queria mais nem ver de longe. A empresa do Mario conseguiu mostrar que videogames não eram apenas uma modinha e que era possível, sim, resgatar o setor. E claro, o pior, teve que fazer tudo isso sendo uma empresa estrangeira, e pior… japonesa.

Muitos americanos viam os japoneses naquela época como invasores, pois segundo eles, "os japoneses tiravam os empregos do americano médio", com seus carros, produtos eletrônicos e todo tipo de coisa que o Japão aprendeu a copiar e fazer melhor e mais barato. A Nintendo venceu a descrença e o preconceito. Pelo menos se não venceu, conseguiu superá-lo.

A Sega também teve um desafio gigante e quase similar as duas citadas acima. Ela entrou em um negócio onde a Nintendo dominava 90% do mercado, tinha esmagado seus concorrentes nos tribunais, controlava todos os processos de produção de um jogo, desde a ideia original até a chegada dele nas prateleiras. O Master System, o Atari 7800 entre outros, eram apenas um sombra pálida que jamais em nenhum contexto poderia ser chamado de rival ao Nintendinho.

domingo, 25 de junho de 2017

Video Games: Um Livro Antes do Crash de 83


Como tudo começou… É engraçado ler um livro de 1982 falando em “tudo” bem na capa! Mas como assim tudo? Na verdade o negócio começou em 72, e ver uma publicação falando de algo com 10 anos como se tivesse 50 é engraçado e interessante.

O livro vem com o objetivo de ensinar, de ser tutorial e didático. Se muita gente está comprando videogames caseiros (termo da época para diferenciar dos arcades), essas pessoas precisavam entender o básico de computadores e videogames. E é com esta proposta que este livro de 1982 chega nas bancas e livrarias. Cohen, o autor, faz um breve texto abordando o que é videogames, como instalar e onde comprar. Além de dicas de jogos e algumas ideias sobre o futuro do novo entretenimento.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Videogame Na Cabeça: Revista Veja 9/12/1992


Mania de Última Geração

"O poder de fogo dos videogames, o brinquedo mais sofisticado que a industria de lazer já lançou, apaixona as crianças, preocupa os pais e ressuscita uma antiga discussão. Seus críticos alertam contra a alienação promovida pelo uso obsessivo, enquanto seus defensores aplaudem o estímulo a funções cerebrais. Na artilharia cruzada, cresce uma das maiores indústrias de diversões do mundo."

Essa foi a chamada de índice da revista Veja de 9 de Dezembro de 1992. O videogame era a matéria de capa. Em 1983 os videogames explodiram no Brasil. O Atari da Polivox e seus clones começaram a construir uma cultura do videogame no país. Logo em seguida em 1989 aproximadamente, a geração dos clones de Nintendo e o Master System reafirmavam o gosto do brasileiro por videogames. E agora chegamos ao ano de 1992.

Um ano bomba, cheio de eventos sociais e políticos que abalaram o Brasil. Um desses eventos foi a força que Mega Drive e Super Nintendo alcançaram nas mentes e nos corações dos jogadores. Mas a coisa foi tão intensa que era praticamente impossível ignorar os videogames. Fato que acabou gerando uma capa da revista Veja, que se rendeu e acabou tratando do assunto.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Jogos Eletrônicos & Eu


Marcus Garret é um colecionador de videogames. Mas antes de colecionador, ele é um ser humano. Óbvio. Certa vez um professor que eu tive na 7ª série do fundamental disse isso para mim ao corrigir um texto meu.

"Ulisses, o óbvio também precisa ser dito. Quando você escreve, não escreve para você mas para outra pessoa."

O que meu professor dizia era que o óbvio para mim poderia não ser para quem lê e vice-versa. E quando eu faço esse destaque, "antes de colecionador ele é um ser humano", eu destaco exatamente a essência deste livro.

O livro é todo recheado de causos e lembranças do autor com o tema videogames e computadores como pano de fundo. Misturado com um sabor de biografia que unido ao estilo divertido e rico que o Marcus escreve, faz do texto algo muito gostoso de ler.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Medal Of Honor: Playstation


Observação:

As imagens do post receberam um leve aumento de contraste porque o game é um pouco escuro e não possui um medidor de brilho nas opções, como acontece em alguns jogos do Playstation.

Clima. Essa é a palavra que define o jogo logo de cara, antes mesmo de jogar. Toda ambientação de Medal of Honor é analógica, claro, uma imitação do mundo analógico dos anos 40 da Segunda Guerra Mundial.

As telas de password, fases, options tudo é pensado para se adequar a um QG americano daqueles tempos. É um “filtro de época” perfeito.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Atraso Das Pilhas


Quando eu era criança no início dos anos 80, eu andava no supermercado com a mão dada com minha mamãe. Já com meus 6 anos, as pilhas, as “amarelinhas” já eram um produto de desejo. Afinal, muitos brinquedos da Estrela ou da Glasslite eram movidos à pilhas.

Um garoto dos anos 80 rapidamente passa a respeitar um par de pilhas da mesma forma que um homem adulto respeita o dinheiro.

O tempo passa. Tudo muda. E quase 40 anos depois, minha mãe agora é uma senhora aposentada, eu possuo vários cabelos brancos, e a oportunidade de entrar em um supermercado se repete.

Eu entro em um supermercado com a minha mamãe, que agora chamo apenas de mãe, para não passar vergonha em público, e também não fico de mão dada com ela pelo mesmo motivo. E porque já sou grandinho. Até isso mudou. Mas tem algo que não muda, nunca muda. As pilhas!