1996 - 2002 A Última Geração Puramente "Das Antigas"

Em 96 o Nintendo 64 foi lançado. Um console que puxou o mídia cartucho ao limite de seu uso, a Nintendo pagou um preço pela teimosia, mas foi o que aconteceu. Digamos que 96 foi o último ano do cartucho, simbolicamente falando. Cartucho (fita) é uma coisa, com todo seu peso e tecnologia de época. Memórias modernas como a flash e derivados, são outra coisa completamente diferentes, mesmo que teimosamente alguns as chamem de "cartuchinho". Os cartões atuais de memória, jogos de DS ou qualquer tecnologia que use “cartuchos”, não são em nada parecidos aos dos consoles antigos. Nem do ponto de vista tecnológico e muito menos físico

Comparar um jogo de Nintendo 64 com um de DS que cabe em uma carteira e pesa menos que uma borracha escolar não faz sentido. Por isso 1996 é o fim do cartucho, o começo do fim, simbolicamente falando. Pode ser que alguma empresa nostálgica ressuscite o cartucho, tudo pode acontecer. Mesmo assim, a mídia em si voltar a ser padrão é uma coisa que jamais acontecerá. O cartucho ficou no passado. Lá nos tempos do Nintendo 64.


Em 96 as revistas de games viviam seu último ano de reinado absoluto. Após essa data a internet começava a ganhar forma e espaço nas conexões discadas após a meia noite, fato que começou a destruir e corroer a importância das revistas de games, culminando no “crash das revistas” que aconteceu no ano de 2001.

A revista Ação Games em Janeiro de 2001 na sua 171ª edição declara o fim de suas publicações. Foi mais que o fim de uma revista, foi o fim de um modo de consumir o videogame.

AÇÃO GAMES, janeiro 2001, ed 171

2001 foi tenso mesmo. Em Setembro a outra grande revista de games, a Super Game Power “engasga” na edição 90, e só volta com a edição 91, em Maio de 2002 sob a responsabilidade de outra editora. Incrível 7 meses “fora do ar”! É claro que as coisas estavam mudando… e muito!

SUPER GAME POWER, maio 2002, ed 91

Após 96 fomos bombardeados com CD´s de “Praystations” sendo vendidos a “treisss por dé real” em várias esquinas das principais cidades do país. A pirataria associada a difusão da internet trouxe um novo tipo de jogador. Um jogador que não tinha mais nenhuma motivação para esperar a Sexta Feira para alugar um jogo para só devolver na Segunda de manhã. Era o fim das locadoras.

Locadoras fechavam e vendiam seus cartuchos como um soldado tentando se livrar de uma granada sem o pino. As maiores resistiram por um bom tempo mas as menores "de bairro", aqui na minha cidade eu vi fechar aos montes. Do mesmo jeito que aconteceu com o saudoso VHS... embora eu não tenha tanta saudade do VHS assim.

Em 1996 tivemos uma febre da difusão do Playstation, Nintendo 64 e Saturn, é claro que muitos ainda não tinham um desses consoles maravilhosos em casa, mas por outro lado sempre tem aquele amigo que era o primeiro a ganhar um presentão desses no Natal, em outras palavras, era o início do fim dos arcades e da cultura do arcade, já que estes consoles se aproximavam muito dessas máquinas e podíamos ter acesso a esses consoles na casa do vizinho. Para quê gastar fichas em locais mal iluminados e com gente estranha por perto?

Todas essas mudanças não são abruptas como o ligar/desligar de um interruptor, mas com certeza 1996 foi o ano, o último ano que esteve imune as transformações que viriam a seguir

A partir de 2001 a internet passou a “contaminar” de maneira sem volta os consoles. As revistas em papel perderam a linha editorial colocando mulheres de calcinha dentro de suas páginas com o intuito de aumentar as vendas… até matéria sobre destravamentos de consoles atuais da época chegou a ser impresso! Em 2002 até a Nintendo abandonou de vez os cartuchos com os disquinhos de Gamecube. 

Agora, tempos depois, olhando para trás, fica claro que aqueles tempos eram tempos de mudanças.


Comentários

  1. Depois de ler seu post fico pensando que a transição foi bem menos gradual do que pareceu a princípio... Embora a tecnologia tenha trazido muita coisa boa aos jogos, é até um pouco triste ver como uma parte deste segmento foi morrendo nada lentamente. Mesmo assim eu acho que até 2004 mais ou menos as coisas ainda tinham um pouco de "alma", por assim dizer. Eu tinha o Super NES e o GameCube na época, e me lembro da empolgação de ver um Prince of Persia novo na Nintendo World... O grande problema eram os preços dos jogos de Cube, e associando isto à falta de locadoras na minha cidade nessa época, fez com que naqueles tempos eu tivesse poucos jogos de GC. O SNES me salvava nessa questão de diversidade... Grande abraço Ulisses!

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    1. Ah! Os preços dos jogos, sempre caros. O game Cube eu não acompanhei mas em tese deveria ser mais em conta, não? Afinal de contas é uma mídia ótica! Mas isso foi assim mesmo, é igual a questão dos livros digitais que deveriam ser mais baratos por "N" motivos mas não são. Daí o pessoal inventa que os custos de tradução, parte do autor etc acaba pegando o preço do livro... deixando o preço dele praticamente igual ao físico.

      Sem dúvidas Lucas. Principalmente no Brasil esse impacto de transição foi diferente mesmo. E digo mais, dependendo da região do Brasil nós tínhamos várias gerações diferentes. Afinal de contas é um país continental e economicamente deformado, com vários tipos de classes sociais.
      Só para te localizar um pouco na minha realidade, eu tive Atari até os tempos de NES, eu não tive um Super Nintendo quando ele saiu, tive que esperar anos até pegar o meu mais barato via Paraguay, e acredite, quando eu tinha Playstation alguns amigos meus ainda jogavam apenas Super Nintendo, quer dizer é uma salada confusa mesmo. Cada um se vira como pode. Lembra que a gente tinha que vender um console para poder comprar o próximo? Foi assim comigo e tenho certeza que aconteceu da mesma com outras pessoas.

      Bom, no seu caso o Super além de ter uma biblioteca maior que a do Game Cube, ele era um console de geração anterior, em tese com preços mais em conta sem falar dos cartuchos piratas... por outro lado o Game Cube era ter o disco ou nada! Putz, eu sempre babei nas imagens do Game Cube, é um console que nunca tive e ainda tenho vontade de ter. Um console que preciso descobrir!

      Em algumas regiões do Brasil a transição foi mais rápida mesmo. mas no geral, fazendo um balanço com base nas revistas, consoles e tecnologias que iam surgindo, eu senti que 1996 foi o último ano 100%, sem riscos ou ranhuras das coisas que viriam a seguir, e que aos poucos, iriam transformar o videogame e aposentar muitas das coisas que nós jogadores antigos amávamos... as locadoras, as revistas etc.

      Valeu por comentar aqui Lucas, um grande abraço!

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  2. Extremamente didático, eu diria, esse post seu! Muito obrigado! Realmente, jogou uma luz em 1996, onde todos estavam espantados com os jogos que nasciam no Saturn, PSX e N64, e a maioria sequer notava que tanta coisa estava ficando pra trás.

    Eu mesmo cheguei a alugar muita coisa do Saturn na época, isso até eu criar coragem e mandar destravar o bichinho em uma das locadoras... Aí foi festa, mal sabia eu o monstro de mesmice que eu estava criando ao mesmo tempo, afinal, eu tinha praticamente "todos" os jogos disponíveis de uma hora pra outra.

    As revistas eu lembro que foi praticamente de uma hora pra outra que sumiram das bancas. Deram lugar à EGM Brasil na época do PS2. Ainda tenho a minha número 1 aqui, com uma lista de 100 jogos... Fora as revistas oficiais do Playstation, a Playstation Dicas & Truques e etc... Até a galera da SGP veio com a Playstation Magazine, que era incrivelmente curta, parecia mais uma seção em separado da SGP oficial, focada no PSX.

    Muitas coisas mudaram mesmo, meu caro. Algumas pra melhor, outras definitivamente pra pior. Eu adorava alugar jogos.

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    1. Caramba, eu tinha esquecido completamente da EGM Brasil e a oficial do Playstation. Bem lembrado Cosmão.
      Destravar o console era quase um ritual naqueles tempos de CD´s piratas kkkkkkk no Saturn eu acho que era mais difícil, mas no Playstation era praticamente regra fazer destrava. ^_^ Que legal que você teve um Saturn. Ele foi meu primeiro contato com a geração quando aluguei o console em Caiobá, litoral do Paraná lá na metade dos anos 90. Meus pais queriam ir a praia, e eu só pensava em jogar o Saturn. Ele era novidade, eu ficava até intimidado com o console por ser tão poderoso e diferente dos anteriores. Só depois que eu joguei Playstation e acabei comprando um também. Mas o Saturn me marcou.
      Com certeza muita coisa melhorou, e sempre tem aquelas coisas que insistem em nos dar saudades, como a locação de fitas que você citou.
      Que bom que gostou do texto Cosmão, valeu mesmo pela visita. Grande abraço!

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    2. Cosmão eu tenho esta EGM também, mas confesso que só gostei mesmo da lista, nunca mais comprei outro número. Outra coisa, se eu não trabalhasse me banca de jornal, nem teria tomado conhecimento da desta revista.

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  3. Bons tempos!
    Tudo mudou, mas acho ficou melhor com a chegada dos cds, mesmo que eles não tenham o charme e a durabilidade dos cartuchos.
    É só pensar nos clássicos do saturno e do ps1.

    Abc!

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    1. A sua fala me lembrou uma coisa Scant. Lembra que um dos diferenciais do CD que a mídia da época exaltava era a duração "eterna"? Isso pegou forte porque K7´s e discos de vinil são mais frágeis. mas comparando com cartuchos de videogame a coisa muda muito. Eu de longe prefiro os CD´s porque eles me deram a chance de conhecer muito mais jogos, imagine então no campo da música. Eu lembro que uma das formas de conseguir música na época era gravando diretamente em K7 das rádios FM. Era aquele sistema. Play e Rec mais pause... depois soltar o pause quando a música começava a tocar kkkkkkkkk quem possui uns 17 ou 20 anos hoje não vai acreditar se ler isso!
      Valeu pela visita Scant!

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  4. Se levar em conta que algumas revistas surrupiavam detonados de sites populares desde os anos 90 é de esperar que as revistas sem muito conteúdo afundassem. Tinha umas passando dicas ridículas ou resumindo um jogo num parágrafo e entupindo de foto pra enganar.

    A emulação mesmo já tava dando as caras em 98 ou até meses antes. Nada é eterno e o cartucho já não era bem uma mídia impensável de ser mudada. Tinha já os disquetes, lasers discs entre outras mídias mais alternativas.

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    1. Kkkkkkk isso lembra quando a gente aumentava o tamanho da letra só para a redação ter mais linhas. A grande fonte eram as revistas japonesas e americanas, a Nintendo Power nem se fale, pois eles eram os "donos" da fonte de informações. Isso também é um reflexo do mercado editorial brasileiro como um todo. Imagine com um tema que na época os "especialistas" eram exatamente as crianças. ^_^ Engraçado esse lance das revistas de games antigas. O pessoal as vezes fala que no início o público alvo eram as crianças e a revista tinha uma redação para elas. Mas isso é parcialmente verdade, muito por influência da Nintendo. Mas se você pegar para ler as revistas de 1981/82/83 sobre os Intellivision e Ataris nos USA, você vai perceber que muitas delas tem uma forma adulta ou adolescente de escrever e até crianças, obviamente, liam suas páginas, mas de forma alguma elas eram infantis, bobas ou superficiais. Mas as revistas brasileiras tinham muito disso, quer dizer, sugar conteúdo kkkkkkkk depende das fases e da revista. A saudosa Gamers, por exemplo, era bem recheada de texto e informação sobre os jogos.

      A emulação pegou forte mesmo. putz, lembrei dos primeiros emuladores kkkkkkk a coisa melhorou bastante. ironicamente eu sou um fã do CD. Seja música ou games. Claro, adoro MP3 e derivados mas tem coisas interessantes no CD que ainda me agradam. Eu gosto do que funciona kkkkkkkk que as mídias melhorem sempre!

      Valeu Doc, abração!

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  5. Mandou muito bem Ulisses, parabéns.

    Em 96 eu ainda aproveitava muito do meu SNES, era a vantagem de morar no interior.

    Foi realmente um caminho sem volta.

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    1. Não só no interior. Em Curitiba, tinha muita gente aproveitando o Super Nintendo em 1996. Principalmente pelos jogos insanos na qualidade gráfica que surgiram no seu final de geração.
      Obrigado Leandro, valeu!

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  6. Esqueceu de mencionar que os fliperamas tiveram o mesmo fim devido ao mesmo fenômeno que matou as revistas e locadoras... A pirataria e todas as mudanças que foram colocadas de forma brilhante nesse texto confirmam que mais uma vitima de 1996 foram os Fliperamas que também desapareceram.

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    1. Bem lembrado Celso. Até o início dos anos 90, a nossa grande "master race" em gráficos, som e inovação eram absolutamente os maravilhosos aracdes. A partir de 1996 os consoles começaram a competir forte com as máquinas de fichas. Ironicamente, lá nos anos 70, tivemos um fenômeno parecido com as máquinas de Pinball que foram perdendo espaço para as máquinas tipo Donkey Kong. Tem coisas que ficaram melhor, como o Cosmão e o Scant falaram, mas outras são perdas irreparáveis, coisas que só quem viveu vai poder lembrar e saber como foi. É a vida Celso kkkkkkkk ^_^
      Obrigado por comentar por aqui, Celso. Grande abraço!

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    2. Acho que podemos acrescentar que o que matou os fliperamas (arcades) além do avanço da tecnologia foram as locadoras de consoles com suas locações por hora.

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  7. Ótima postagem!
    As revistas mudaram muito mesmo, e apesar de saírem algumas edições boas, já não eram mais tão legais quanto as edições antigas. Pra mim o auge foi de 1992 até 1996 mesmo.

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    1. Exatamente Super Game Retro. Embora tecnicamente nossas revistas foram amadurecendo aos poucos, elas eram nossa fonte, nossa única fonte constante sobre games! Depois de um tempo, as edições perderam a linha mesmo kkkkkkkkkk
      Valeu mesmo por comentar aqui, abração!

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  8. Fala Ulisses, que texto legal cara! E olha repercussão dele e acho que isso é por causa dos anos 1996 e especialmente 1997. No comentário anterior eu tinha dito que 1997 foi um dos melhores anos dos videogames e digo isso pq foi o ano de Nintendo 64, Saturn, Play1, grandes franquias, programas de TV de games, jogatinha multiplayer de N64 e muito mais. Mas por outro lado tenho que admitir que dali para frente muita coisa estava com seus dias contatos e muita coisa que realmente amava e AMO até hoje e sinto falta.
    Coisas como locadora, revistas, conversa sobre jogos, na frente do prédio ou rua, fliperamas e cia.

    Cada dia que foi se passando a jogatina se tornou algo mais "pessoal" e saiu de conversas. jogatinas, interação para pessoas do lado para algo através de uma tela de PC ou Computador e isso é uma das minhas grande criticas.

    Por outro lado os jogos ganharam mais história, gráficos, interação, tecnologia e acesso para todos.

    São os percalços da vida! A minha maior tristeza até hoje foi a perda do local de encontro de conversa de amigos - chamado LOCADORA!

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    1. Sem dúvidas, Ivo. As locadoras estão no sangue da gente que é das antigas! Essa coisa de trocar ideias, dicas e jogos, ter aquele "clube de fim de semana" onde encontrávamos amigos e estranhos no balcão de locação de cartuchos, era algo sensacional, bons tempos mesmo!

      Você resumiu muito bem essa época, realmente eram muitas legais acontecendo ao mesmo tempo. Várias desas coisas simplesmente jamais voltarão. São coisas de época.

      Obrigado pela visita, Ivo, valeu mesmo!

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  9. Outro Ótimo texto, Ulisses. Eu vou discordar de vc de um ponto aqui, que é o lance de não chamar algumas memórias flash de cartuchos. Pelo menos no meu entendimento, cartuchos são as embalagens de plástico que contém toda parte eletrônica e são espetadas no console, seja ele de mesa ou portátil, independente da técnologia utilizada dentro dele. Estranho mesmo é chamar de fita, sendo que nunca teve fita nenhuma dentro dos cartuchos, nem no passado e nem no presente. Exceto as K7, mas aí não são cartuchos! Ou será que são? kkkkkk
    Mas entendi sim o que vc quis dizer. Vou usar o mesmo termo que vc usou no texto: simbologia. Da mesma forma que dá pra chamar cartuchos de fitas: simbologia de novo! Enfim, isso sou eu sendo chato, pra variar! kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Nessa época sumiram também os fliperamas. A chegada do CD como mídia, toda pirataria e a Sony de pernas abertas pra todo mundo desenvolver jogos matou a era romântica dos games. Daí pra frente ao meu ver foi só ladeira abaixo, mas ainda consigo me divertir com uma ou outra coisa da era atual. Ainda assim, tenho consciência de que a era de ouro mesmo passou e que isso não é nostalgia pura. Até conceitualmente os jogos começaram a mudar a partir de 96.
    Legal que tenha mencionado que não foi o desligar/ligar de uma chave. A forma como muita gente retrata sempre dá essa impressão, mas seu texto nos lembra que não foi bem assim, que a transição foi bem gradual mesmo. Como se fossem duas músicas sendo mixadas por um DJ, até que a música anterior simplesmente desapareceu da caixa de som e a outra dominou o ouvido de todos. Mais pra frente surgiram músicas parecidas nessas mixagens ("cartuchinhos"), mas não iguais. Tá, no fim, realmente acho que entendi onde vc quis chegar.
    Valeu pelo texto! :D

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    1. Isso cai naquela história de contrapor jogos 2D com 3D como se fossem coisas inviáveis na mesma linha do tempo, e não é bem assim. 2D e 3D são duas formas diferentes de fazer jogos, que apesar de terem mais ou menos prestígio em determinada época, continuam sendo 2 opções válidas, independentemente do tempo. O período que eu destaquei foi uma espécie de início da "rachadura", mas o muro continua até hoje, o de Berlim caiu, mas o do jogo antigo continua kkkkkkk
      Claro que experiências vamos dizer assim "sociais", como o encontro de locadoras ou os pegas em arcades, acabaram, mas os jogos continuam aí. Essa é a beleza da coisa. Jogo é jogo, bom ou ruim, antigo ou novo. Não existe na minha cabeça o conceito que muitos usam de quê, jogo tem prazo de validade ou de quê, devemos jogar o que está na exata geração atual e todo o resto é "história". Isso não faz sentido pra mim. Eu acho uma bobagem beirando a burrice aquelas matérias do tipo:
      "Vale à pena ter um PS2 hoje?" ou "Devemos jogar ainda XBOX 360?" Seria o mesmo que proibir as pessoas de ouvir Rolling Stones só porque é "antigo". Kkkkkkkkkkk
      Quando eu falo em geração e puramente, eu me refiro mais aos aspectos rituais e cotidianos da época e de toda a rotina que vivíamos. Isso mudou bastante de lá para cá. Embora os jogos antigos continuem presentes.
      Abração Cadu!

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  10. Caraca mano...saudades aqui no peito agora...Sensacional a relação que você fez com a mudança que ocorreu Ulisses! Parabéns cara! Lembro bem dessa época e o que eu sinto falta até hoje dentre os que você citou foram os arcades...até acha eles hoje dia mas é mais em shoppings ou uma ou outra casa gamer...

    Belo artigo riquíssimo de informações! Muitos gamers de hoje não vivenciaram essa época de transição.

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    1. O que mais sinto falta em relação aos arcades, era entrar no ambiente, aquele barulho todo de sons eletrônicos e escolher alguma máquina com alguém jogando um game de luta só para assistir o cara e tecer comentários com algum estranho do meu lado... e se desse, eu comprava uma ficha para jogar. Jogar em shopping não é a mesma coisa, não é o mesmo público e nem se usa ficha mais, eu nem me interesso.
      Obrigado pela visita, Zanella!

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