Postagens

MAD Setembro de 1982: Pac Man

Imagem
Em setembro de 1982 a revista MAD americana faz uma homenagem ao videogame colocando o Pac Man, como o “homem do ano”. Provavelmente uma brincadeira com a revista Time, que possui esta característica de colocar uma personalidade importante do ano em suas capas.

A MAD é uma revista de humor escrachado baseada em imagem, em desenhos. Seus temas geralmente são ácidos e focam a cultura popular americana como um todo.

É impressionante ver como o ano de 1982 foi o auge dos videogames daquela geração. E pensando bem, mesmo com os problemas da indústria que se deu em 1983/84, o videogame nunca saiu do cotidiano do americano.

Uma coisa é parar de comprar videogames, outra é efetivamente parar de jogar videogames. Os consoles e jogos “pendurados” na força da Atari com certeza sentiram a perda de vendas, foi mais um impacto econômico do que social
Se o videogame tivesse realmente saído das mentes e do cotidiano dos americanos, dificilmente os arcades teriam sobrevivido e dificilmente a Nintend…

1996 - 2002 A Última Geração Puramente "Das Antigas"

Imagem
Em 96 o Nintendo 64 foi lançado. Um console que puxou o mídia cartucho ao limite de seu uso, a Nintendo pagou um preço pela teimosia, mas foi o que aconteceu. Digamos que 96 foi o último ano do cartucho, simbolicamente falando. Cartucho (fita) é uma coisa, com todo seu peso e tecnologia de época. Memórias modernas como a flash e derivados, são outra coisa completamente diferentes, mesmo que teimosamente alguns as chamem de "cartuchinho".
Os cartões atuais de memória, jogos de DS ou qualquer tecnologia que use “cartuchos”, não são em nada parecidos aos dos consoles antigos. Nem do ponto de vista tecnológico e muito menos físico.

Comparar um jogo de Nintendo 64 com um de DS que cabe em uma carteira e pesa menos que uma borracha escolar não faz sentido. Por isso 1996 é o fim do cartucho, o começo do fim, simbolicamente falando. Pode ser que alguma empresa nostálgica ressuscite o cartucho, tudo pode acontecer. Mesmo assim, a mídia em si voltar a ser padrão é uma coisa que jamai…

A Ameaça Dos Videogames Violentos: Superinteressante Junho de 1999

Imagem
Eu não me assustei com a capa da revista Superinteressante de junho de 1999. Eu sei que capa de revista é feita para vender, para chamar atenção. E técnicas mais apelativas e emocionais para justificar uma capa sensacionalista é comum e não chega a ser prejudicial, mesmo sendo estúpida e/ou cômica. Nada contra. Esse é o jogo do mercado e da mídia. Normal.

O que não é normal e realmente me deixou assustado foi o conteúdo da matéria da capa. O conteúdo seguiu “à risca” o tom alarmista e vulgar que a imagem sugere. Inacreditável.

Este é o texto da capa: A Ameaça Dos Videogames Violentos: Estudos mostram que jogos sádicos estimulam a crueldade e o egoísmo. E, ainda por cima, viciam.


Logo na capa a revista afirma que é uma ameaça, e reafirma a correlação direta dos jogos violentos com egoísmo, vício e crueldade. E esta linha seguiu por toda a matéria. Inacreditável por dois motivos:


É uma revista, em tese, de ciência e portanto conhece os “caminhos”, não é alheia ao método científico e jo…

Jungle Hunt: ColecoVision

Imagem
Pensou em Jungle Hunt, pensou no Atari. Não tem jeito, essa é a referência mais próxima e por isso mesmo a minha, e provavelmente, a sua referência também amigo leitor. Acredito que o jogador americano dos anos 80 se sentia do mesmo jeito. Apesar do ColecoVision ser uma máquina que veio bem depois do Atari, a base instalada deste era absurdamente superior ao console da Coleco.
Jungle Hunt saiu para alguns computadores da época e nasceu para arcades. Esta versão do ColecoVision que joguei é uma adaptação dos arcades e não uma releitura do Atari. E foi exatamente por este motivo que eu gostei e também estranhei algumas coisas.
Em Jungle Hunt nossa amiga, mulher, parceira e namorada, é raptada por dois canibais selvagens durante um safari na selva. Claro que nós, agora na pele do personagem principal, devemos resgatar a garota. Vamos ter que pular em cipós, atravessar a nado um rio caudaloso e cheio de crocodilos pixelizados, subir um morro inclinado pulando e desviando de rochedos que …

A Guerra Dos Consoles

Imagem
O post a seguir é uma breve resenha do livro somada a minha argumentação pessoal. Portanto nem tudo que o post cita se refere ao livro, sem perder, obviamente, a intenção de resenha e divulgação da obra.


A Atari entrou em uma mata fechada com uma foice na mão e teve que praticamente sozinha abrir um caminho na marra e mostrar as pessoas em geral o que era aquele “brinquedo” estranho que podia ser ligado em uma TV e que a empresa chamava de “videogame”. As pessoas conheciam videogames superficialmente até 1977.
O Pong fez um enorme sucesso comercial mas não chegou a criar uma cultura, uma febre dos videogames que pudesse ser reconhecido pela dona de casa ou pelo balconista do mercadinho. O Odyssey, por outro lado, vendeu pouco em relação ao mercado potencial e os arcades eram coisas alheias do cidadão comum norte americano, que chega em casa, pega uma cerveja e senta no sofá para ver os jogos de baseball. E eu falo de uma época em que o Atari 2600 estava chegando nos lares americanos …