sexta-feira, 16 de junho de 2017

Videogame Na Cabeça: Revista Veja 9/12/1992


Mania de Última Geração

"O poder de fogo dos videogames, o brinquedo mais sofisticado que a industria de lazer já lançou, apaixona as crianças, preocupa os pais e ressuscita uma antiga discussão. Seus críticos alertam contra a alienação promovida pelo uso obsessivo, enquanto seus defensores aplaudem o estímulo a funções cerebrais. Na artilharia cruzada, cresce uma das maiores indústrias de diversões do mundo."

Essa foi a chamada de índice da revista Veja de 9 de Dezembro de 1992. O videogame era a matéria de capa. Em 1983 os videogames explodiram no Brasil. O Atari da Polivox e seus clones começaram a construir uma cultura do videogame no país. Logo em seguida em 1989 aproximadamente, a geração dos clones de Nintendo e o Master System reafirmavam o gosto do brasileiro por videogames. E agora chegamos ao ano de 1992.

Um ano bomba, cheio de eventos sociais e políticos que abalaram o Brasil. Um desses eventos foi a força que Mega Drive e Super Nintendo alcançaram nas mentes e nos corações dos jogadores. Mas a coisa foi tão intensa que era praticamente impossível ignorar os videogames. Fato que acabou gerando uma capa da revista Veja, que se rendeu e acabou tratando do assunto.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Jogos Eletrônicos & Eu


Marcus Garret é um colecionador de videogames. Mas antes de colecionador, ele é um ser humano. Óbvio. Certa vez um professor que eu tive na 7ª série do fundamental disse isso para mim ao corrigir um texto meu.

"Ulisses, o óbvio também precisa ser dito. Quando você escreve, não escreve para você mas para outra pessoa."

O que meu professor dizia era que o óbvio para mim poderia não ser para quem lê e vice-versa. E quando eu faço esse destaque, "antes de colecionador ele é um ser humano", eu destaco exatamente a essência deste livro.

O livro é todo recheado de causos e lembranças do autor com o tema videogames e computadores como pano de fundo. Misturado com um sabor de biografia que unido ao estilo divertido e rico que o Marcus escreve, faz do texto algo muito gostoso de ler.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Medal Of Honor: Playstation


Observação:

As imagens do post receberam um leve aumento de contraste porque o game é um pouco escuro e não possui um medidor de brilho nas opções, como acontece em alguns jogos do Playstation.

Clima. Essa é a palavra que define o jogo logo de cara, antes mesmo de jogar. Toda ambientação de Medal of Honor é analógica, claro, uma imitação do mundo analógico dos anos 40 da Segunda Guerra Mundial.

As telas de password, fases, options tudo é pensado para se adequar a um QG americano daqueles tempos. É um “filtro de época” perfeito.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Atraso Das Pilhas


Quando eu era criança no início dos anos 80, eu andava no supermercado com a mão dada com minha mamãe. Já com meus 6 anos, as pilhas, as “amarelinhas” já eram um produto de desejo. Afinal, muitos brinquedos da Estrela ou da Glasslite eram movidos à pilhas.

Um garoto dos anos 80 rapidamente passa a respeitar um par de pilhas da mesma forma que um homem adulto respeita o dinheiro.

O tempo passa. Tudo muda. E quase 40 anos depois, minha mãe agora é uma senhora aposentada, eu possuo vários cabelos brancos, e a oportunidade de entrar em um supermercado se repete.

Eu entro em um supermercado com a minha mamãe, que agora chamo apenas de mãe, para não passar vergonha em público, e também não fico de mão dada com ela pelo mesmo motivo. E porque já sou grandinho. Até isso mudou. Mas tem algo que não muda, nunca muda. As pilhas!

domingo, 28 de maio de 2017

Os Mestres Do Jogo


O post a seguir é uma breve resenha do livro somada a minha argumentação pessoal. Portanto nem tudo que o post cita se refere ao livro, sem perder, obviamente, a intenção de resenha e divulgação da obra. 


Eu gostaria de fazer um rápido paralelo entre este livro e o mais famoso sobre games que chegou na Brasil, que se chama “A Guerra Dos Consoles”. 

Em A Guerra Dos Consoles, o autor é um fã da SEGA assumido e descreve de forma romanceada com base em fatos e entrevistas a forma como a SEGA derrubou um gigante, a Nintendo, e mostrou que sim, era possível concorrer com a besta e até em certo momento vencê-la. É um livro atual e excelente! 

Aqui, em Os Mestres Do Jogo, o autor é um repórter que não tem relação nenhuma com games. Um cara que escreve para vários jornais americanos e para a revista Playboy, Rolling Stones etc. Seu livro tem uma estrutura totalmente reportagem investigativa. Em outras palavras, o livro de David Sheff, é um verdadeiro “raio X” da Nintendo. Mostrando como ela surgiu e como ela dominou o mercado americano de videogames. 

Outra coisa importante. O livro de Sheff foi escrito entre 1991/1993. Isso significa que Sheff descreve a Nintendo dentro do furacão dos acontecimentos, antes mesmo do Playstation surgir, e isso é muito importante porque o autor não olha para a empresa com a influência da história que veio depois, ele narra a Nintendo na época em que a Nintendo e a Sega eram as empresas mais fortes no segmento games. O livro de Sheff é quase um reflexo direto da época, o livro de Blake J. Harris, A Guerra dos Consoles, é um trabalho de reconstrução histórica, escrito muito tempo depois.

Savaki: Sega Saturn


Savaki é um jogo de luta para o Saturn que para mim deixa a desejar por ser muito sem sal. O gameplay dele é muito bom e bem consistente. Os movimentos de cada arte marcial que cada lutador representa também ficou legal mas… o que não ficou legal foi o resto. Cadê as cores e variações do jogo? Cadê a personalidade dos lutadores? Cadê os vários stages e seus desenhos? Por que os lutadores são anônimos na tela de luta? Não sei.

A começar pela escolha de não nomear os lutadores, apenas associá-los a uma arte marcial que o mesmo defende. Isso é estranho. Ok, na tela de seleção de personagens aparecem nomes em japonês, que eu não sei se são os nomes das artes em japonês ou se são, de fato, o nome deles. Mas isso não faz a menor diferença porque na tela de combate só aparece mesmo o nome das artes, em inglês, portanto o jogo ainda fica sem sal e de certa forma anônimo. Temos do Karatê, passando pelo boxe até mesmo o Jeet Kune Do do Bruce Lee foi lembrado mas mesmo assim o jogo é estranho.

Só para se ter uma ideia é difícil identificar as personagens masculinas das femininas quando o corpo do lutador (a) é mais esbelto e fino. De repente no meio da luta você percebe que seu adversário está usando um acessório para segurar os peitos, só daí cai a ficha que meu oponente é uma mulher. Essa despersonificação do jogo foi um de seus erros na minha opinião.